Encontros da Confraria

Encontros nas terceiras terças feiras do mês, na Do Arco da Velha Livraria e Café, das 19h às 20h30min..

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As Aventuras de Pinocchio

    No próximo dia 14 de fevereiro de 2012, será debatida a obra prima do autor Carlo Collodi, "As Aventuras de Pinocchio"
   
    A coordenação do encontro ficará a cargo dos confrades Rogério Becker - tradução em português - e de Luci Barbijan - original em italiano.

    Local: Livraria e Café do Arco da Velha, Rua os 18 do forte ao lado do colégio N. Sra. do Carmo, Caxias do Sul, das 19:30hs às 21:00 horas.

   Cartaz - Convite do encontro.

                                       Convite elaborado pela confrade Karen Basso

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bicentenário de Charles Dickens

    Hoje comemora-se o Bicentenário de Nascimento de Charles Dickens (7 de fevereiro de 1812 Moure, condado de Hampshire, Inglaterra).

    Charles John Huffman Dickens nasceu em 07 fevereiro de 1812 em Portsmouth, Hampshire, Inglaterra, filho de Elizabeth Barrow (1789-1863) e John Dickens (c.1785-1851) um funcionário da Marinha.
     Jonh era um homem simpático, hospitaleiro e generoso, possuindo uma falha que lhe causou dificuldades financeiras ao longo da sua vida. Ele inspirou o personagem Mr. Micawber em David Copperfield (1849-1850).
    Dickens na infância era um leitor voraz de autores como Henry Fielding, Daniel Defoe, Goldsmith e Oliver. Quando não estava freqüentando a escola, ele e seus irmãos jogavam jogos de faz de conta, realizavam recitais de poesia, cantavam canções e criou produções teatrais em que provocaria uma vida de amor ao teatro em Dickens.
    As despesas da casa estavam subindo e em 1824, John Dickens foi preso por dívida. Toda a família foi com ele, exceto Charles que, na idade de 12, foi enviado para trabalhar em Blacking Warren sapatos de Fábrica para ajudar a família, colando etiquetas em caixas.

    Os dias idílicos de sua infância não existiam mais, sendo rudemente introduzido ao mundo dos pobres, onde o trabalho infantil era galopante e poucos ou nenhum adulto falava uma palavra gentil para as crianças abandonadas ou órfãs. Muitos de seus personagens no futuro, como Oliver Twist, David Copperfield, e Pirrip Philip seriam baseados em suas próprias experiências.
   
    Quando seu pai foi liberado da cadeia, sua mãe insistiu que continuar a trabalhar na fábrica. Ele se sentiu traído por ela, seu pai conseguiu mandá-lo para a Wellington House Academy, em Londres, como um aluno  durante os anos de 1824-1827, talvez para salvá-lo de uma vida de trabalho na fábrica e colocando-o no caminho para se tornar um escritor.
    Em 1827 os Dickens foram despejados de sua casa e Charles teve que sair da escola. Ele obteve um emprego como funcionário num escritório de advocacia, aprendeu taquigrafia e tornou-se um repórter da corte. Passava grande parte de seu tempo livre lendo na biblioteca do Museu Britânico e estudando atuação. 
    Em 1833, escreve a sua primeira de muitas histórias e também possuia alguns esboços publicados no Morning Chronicle, que em 1834 começou a escrever adotando o pseudônimo "Boz". Neste momento Dickens saiu por conta própria para viver como um solteirão no Inn de Furnival, Holborn. Seu pai foi preso novamente por dívidas e Charles afiançou-lo, e por muitos anos mais tarde, seus pais e alguns de seus irmãos se voltaram para ele para a assistência financeira.

    O primeiro livro de Dickens, uma coleção de histórias intitulado "Sketches" foi publicado em 1836, um ano frutífero para ele. Casou-se com Catherine Hogarth, filha do editor do Chronicle Evening. Um ano depois eles se mudaram para 48 Doughty Street,, London, hoje um museu. O casal teria dez filhos.
    Assim começou um período prolífico e bem sucedido comercialmente da vida de Dickens como escritor. A maioria de seus romances foram primeiro serializado em revistas mensais, como era uma prática comum da época. Oliver Twist entre 1837 e 1839 foi seguido por Nicholas Nickleby (1838-1839), The Old Curiosity Shop (1840-1841), e Barnaby Rudge (1841). Série de Dickens de cinco livros de Natal foram logo a seguir, A Christmas Carol (1843 - Já discutida nos nossos encontros), The Chimes (1844), O Grilo na Lareira (1845), A Batalha da Vida (1846) e O Homem Assombrado (1848). Dombey (1846) era a sua próxima publicação, seguido por David Copperfield (1849).

    De 1851 a 1860, o Dickens viveu em Tavistock onde tornou-se fortemente envolvido no teatro amador. Ele escreveu, dirigiu e atuou em muitas produções com seus filhos e amigos, muitas vezes doando o dinheiro arrecadado com as vendas de ingressos para os necessitados.
    Em 1858 partiu em uma turnê de leituras públicas. Um ano mais tarde fundou a sua segunda revista semanal, no mesmo ano lança a obra A Conto de Duas Cidades (1859) em que foi serializado. Grandes Esperanças (1860-1861) seguido por Nosso Amigo Comum (1864-1865). Em 1865, viajando de volta de Paris com Ellen e sua mãe, envolveram-se no acidente de trem de Staplehurst, dos quais Dickens sofreram ferimentos leves, mas nunca se recuperou totalmente do choque pós-traumático do mesmo. Dois anos depois, viajou para os Estados Unidos para uma turnê de leitura. 

     Charles Dickens morreu de uma hemorragia cerebral em 09 de junho de 1870 na sua casa em Hill Gade. Ele está enterrado no canto do poeta da Abadia de Westminster, em Londres, seu túmulo está inscrito assim: "Ele era um simpatizante dos pobres, do sofrimento, e dos oprimidos, e por sua morte, um dos maiores escritores da Inglaterra está perdido para o mundo."

    Contexto social
 


   
    Quando Dickens começa a publicar os seus romances, tem à sua disposição um público formado pela revolução industrial. Londres tem mais de um milhão e meio de habitantes, devido à explosão demográfica e a um êxodo rural que expulsa os camponeses dos seus terrenos que ficam cercados em "enclosures" dedicadas à pecuária, mais especificamente, à criação de ovinos. A indústria têxtil servirá de emprego para estes espoliados. O trabalho infantil torna-se uma das características mais pungentes da economia inglesa. Em 1845, Engels publicará "A situação da classe operária em Inglaterra", onde toda esta situação é analisada. Dickens aflorará estes problemas, é certo, mas conquistará o público burguês porque não se assumirá nunca como um revolucionário… As suas personagens, quando melhoram de vida, devem essa melhoria às circunstâncias e acasos da vida, mais que à sua luta pela justiça social. Por outro lado, a população anglófona é a mais alfabetizada do mundo. Por isso, Dickens terá um público potencial muito alargado, não só na Grã-Bretanha como além do Atlântico.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Maravilhoso Mágico de Oz

.    Nosso 31º encontro da Confraria Reinações Caxias que se realizara no dia 17 de janeiro de 2012, será sobre a obra de Lyman Frank Baum (1856 - 1919), "O Maravilhoso Mágico de Oz (1900)".
    A coordenação do encontro será do confrade Rogerio Becker.

    Cartaz - convite


    Sobre a obra e o autor:

    Lyman Frank Baum escritor e teosofista norte-americano. Foi criador de um dos mais populares livros jamais escritos na literatura americana infantil "O Maravilhoso Mágico de Oz".
    Dorothy mora com os tios Henry e Emm em uma fazenda no Kansas. Seu único amigo era o cãozinho Totó que, durante uma tempestade, desaparece. Procurando-o desesperadamente, a menina entra no abrigo contra ciclones e esconde-se na pequena casa que, levada por um tufão pelos ares, terminando por arremessá-la numa distante e desconhecida terra.

fonte: wikipedia

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Conto de Natal

    Na noite de 13 de dezembro de 2011, aprendemos um pouco sobre o "Espírito de Natal" através da obra de Charles Dickens "Um conto de Natal" (1843).
    A coordenação do nosso 30º encontro ficou a cargo da confrade Tatiane Becker.

    Não postaremos o convite desse mês pois ocorreu um imprevisto com nossa colaboradora Karen.


    Um Feliz Natal a todos que nos apoiaram durante essa jornada, e a todos os confrades que de alguma maneira nos acompanharam.


    Abaixo um comentário sobre a obra pelo confrade Dangelo:

   
Comentários sobre Um conto de Natal, de Charles Dickens[1]:
Quem sou, de onde venho, para onde vou?

Dangelo Müller*

            Quando pensamos em Charles Dickens, acabamos por vincular ao nome do autor os elementos do romance social que o consagrou. E, de fato, Dickens é mais conhecido por suas obras “de fôlego”, seus romances e novelas, que abordam as mazelas de uma Londres do século XIX, pulsante sob os signos do capitalismo, das rígidas relações sociais e da exploração do ser humano por um regime cruel.
            Além desse aspecto social, podemos dizer que há uma “roda da fortuna” nas obras de Dickens, as heranças oscilam, as riquezas surgem, e também desaparecem, a sorte sorri, e também se esconde. A deusa da fortuna desfila com sua carruagem, mas não hesita em esmagar todos com suas rodas e demonstra o quão ilusório é nossa relação com os pretensos bens que possuímos – ou acreditamos possuir.
            Assim, A Christmas Carol, de 1843, é uma obra emblemática. Mostrando a habilidade de Dickens enquanto contista, além de um enredo cativante, o Conto de Natal, como ficou conhecido nas versões em língua portuguesa, aborda, de forma concisa, um problema essencial: a relação do homem com a sociedade e, também, consigo mesmo.
            O conto se passa numa Londres oitocentista marcada pela desigualdade social, na qual ricos e pobres travam relações que beiram o escravismo. Ebenezer Scrooge é um homem desse tempo, que tange seus caminhos pela via da impessoalidade, da economia e lucros máximos, das custas e gastos mínimos. Scrooge, agindo de tal modo, tornou-se um homem velho e rico, porém solitário, um oposto ao seu empregado, o simpático Bob Cratchit – homem pobre, explorado por Scrooge, porém com uma vasta e alegre família. O meio termo, nem tão rico, ou tão pobre, está no sobrinho de Ebenezer, Fred, um rapaz alegre que ama o tio, apesar de seus defeitos.
            Um elemento intrínseco ao enredo da obra parece ser o número 3: são três os espíritos natalinos que visitam Scrooge, são três os tempos do conto, e, podemos perceber a sutileza, nas entrelinhas, de três perguntas essenciais que “filtram” o avarento. A primeira pergunta parece acontecer – subentendida – pouco depois do fantasma de Jacob Marley apreentar-se ao trêmulo Scrooge: o falecido sócio de Ebenezer surge coberto de correntes e soltando pavoros gritos e gemidos, denunciadores de sua condição de apenado espiritual. Marley, arrependido da vida sovina, mesquinha e altiva que levou, tenta persuadir Scrooge a mudar seus próprios caminhos, se tornar um homem solidário e filantropo. Para lograr o almejado resultado, Marley anuncia a Scrooge a visita dos três espíritos natalinos e o previne para prestar atenção em seus ensinamentos. A margem está posta: a direção de Scrooge o levará ao tormento, assim como Marley, a não ser que ele mude seu modo de vida. Eis a virada de sorte de Scrooge: a oportunidade de mudar.

            Partindo dessa margem – o aviso de Marley – surge a primeira das três perguntas essenciais que comentamos acima: de onde venho? A resposta passa pela visita do primeiro espírito, o fantasma dos natais passados. A viagem espectral leva Scrooge de volta ao tempo da infância e da juventude, quando o natal ainda lhe era uma data feliz. O velho percebe como a vida o modificou, como seu coração recrudesceu e ele se fechou aos outros.
            A segunda pergunta em nossa leitura pode ser aquela que visa o tempo presente: quem sou? e cuja resposta está vinculada ao espírito do natal presente. O alegre gigante conduz Ebenezer por um passeio aos mais distantes pontos, ilhas, faróis, navios e mesmo cidades, que estão comemorando o natal. Scrooge nota como a alegria parece ser um efeito contagiante da união das pessoas e começa a questionar a si mesmo por não fazer parte daqueles graciosos festejos. Sua participação na comemoração do sobrinho é magnífica: mesmo sob uma forma etérea, Scrooge sente a corrente eufórica dos jovens, de suas brincadeiras, canções e danças perpassarem-lhe a alma.
            A terceira, e última, pergunta versa sobre os tempos futuros, sobre as hipóteses. O espírito do natal futuro, sombrio, oculto num manto escuro e mudo  aproxima-se de Scrooge. A nostalgia do passado e a alegre euforia do presente são substituídas pela angústia, pelo medo e a tristeza de perceber o mundo cinza e vazio após sua morte. Ebenezer Scrooge, o rico proprietário, dono da firma, pessoa respeitável e cidadão londrino modelar havia se transformado numa reles sombra, fadada ao esquecimento. Nesse momento ocorre umas das mais chocantes cenas da obra. Scrooge, ainda tentando aceitar o próprio óbito, busca alguém que sinta algo em relação a sua morte. Porém, tudo que Scrooge e o espírito do natal futuro veem é o sentimento de alívio que a ausência de Ebenezer gerou aos seus devedores e funcionários. Chocado e perplexo, o homem rico volta ao seu quarto após a visão fantasmagórica de seu futuro. A partir da manhã seguinte, ele se torna um novo homem, reconcilia-se com seus amigos e parentes, presenteia seu funcionário e a família deste, cantarola músicas natalinas etc, ou seja, Ebenezer Scrooge renasce.

            E talvez este seja o grande tema de Um conto de natal, o renascimento do homem, de seus sentimentos, de sua visão humanitária. Scrooge renasce e descobre que seus bens, seu dinheiro e posses são apenas acessórios e que o principal é o sentimento que aproxima os diferentes nas mais adversas situaçãoes. Desse modo, Charles Dickens constrói uma história cujo cerne está vinculado a um trecho do evangelho de Lucas, capítulo 16, versículo 19 a 31, ou seja, a parábola do rico e Lázaro.
            Assim como no texto bíblico, a vida e a morte formam elos e estes só podem ser modificados pela ação efetiva dos seres: Ebenezer Scrooge começa o conto de Dickens como o Rico do texto bíblico: ensimesmado e distante dos demais, porém, aos poucos, ele se torna mais e mais próximo a Lázaro, que mesmo pobre, possuia a riqueza insofismável de um coração afortunado. Enquanto o personagem rico está fadado ao sofrimentos no Hades, ou Sheol, Scrooge alcança a salvação por meio de uma nova jornada de redenção voltada à caridade e bem-aventurança. Desse modo, a premissa de Um conto de Natal continua válida em nossos dias, uma vez que vivemos em um tempo em que o materialismo e o consumismo impõem a supremacia sobre o sentimento. Após a leitura, resta-nos o desejo de que o natal, assim como a lendária fênix, possa renascer, junto com os sentimentos fraternos e caridosos, em nossos corações, fazendo ecoar a christmas carol de Dickens.



[1]   DICKENS, Charles. Um conto de natal. L&PM:Porto Alegre, 2008. Obra mediada por Tatiane Becker, no dia 13/12/2011, na confraria de literatura infanto-juvenil Reinações.
* Membro da Confraria de literatura infanto-juvenil Reinações, de Caxias do Sul-RS

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mark Twain - 176 anos

Hoje fazem 176 de nascimento de Mark Twain. 



   Em 30 de novembro de 1835, a pequena cidade da Flórida, Missouri testemunhou o nascimento de seu filho mais famoso. Samuel Langhorne Clemens foi bem recebido no mundo como o sexto filho de John Marshall e Jane Clemens Lampton. Mal sabiam que seu filho Samuel  seria um dia conhecido como Mark Twain - ícone literário mais famoso da América.
   Quando Samuel tinha 12 anos, seu pai morreu de pneumonia. Com 13 anos, Samuel deixou a escola para se tornar aprendiz de tipógrafo. Depois de dois curtos anos, juntou-se ao jornal do seu irmão Orion com uma impressora e assistente editorial. Foi aqui que o jovem Samuel descobriu que gostava de escrever.
    Aos 17, deixou para trás Hannibal para o trabalhar em St. Louis. se tornando um aprendiz de piloto de rio.
    Mark Twain, vem de seus dias como piloto de rio, sendo um termo que significa que o rio tem duas braças, ou 12 metros, e que é seguro para navegar.

    Em 1861, Clemens começou a trabalhar como repórter de jornal para vários jornais em todo os Estados Unidos, começou a ganhar fama quando sua história apareceu no New York em 18 de novembro de 1865.Primeiro livro de Mark Twain, "The Innocents Abroad", foi publicado em 1869, "The Adventures of Tom Sawyer" em 1876, e "As Aventuras de Huckleberry Finn" em 1885. Ele escreveu 28 livros e inúmeros contos, cartas e esboços.
    Mark Twain faleceu em 21 abril de 1910.


    Fonte: Site oficial de Mark Twain.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alice no País das Maravilhas por Dalí

    Como a discussão em torno da obra "Alice no País das Maravilhas" não parou somente no nosso encontro, colocarei algumas imagens da obra visualizadas pelo artista espanhol Salvador Dalí, encontradas no site da galeria "William Bennett Gallery" segue abaixo o site oficial:

 http://www.williambennettgallery.com/artists/dali/portfolios/alice.php


Agora as Imagens:

A dança da lagosta

A história da falsa tartaruga

Alice


O jogo de críquete

O depoimento de Alice

O coelho

Conselho de uma lagarta

Para baixo na toca do coelho

Porco e pimenta

Quem roubou as tortas

Uma corrida de comite 

Um chá maluco


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Bolsa Amarela

    No dia 22 de novembro de 2011, ocorrerá o nosso 29º encontro, sendo que a obra desse mês será "A Bolsa Amarela" de Lygia Bojunga.
    A coordenação será da confrade Teresinha Tregansin.
  
    Esperamos todos na Livraria e Café do Arco da Velha, das 19h30min até as 21horas.

    Segue mais um cartaz elaborado pela nossa confrade Karen Basso.



     A Bolsa Amarela por Terezinha Tregansin

   
O livro A Bolsa Amarela é uma imersão no mundo interior de uma criança.  Esse mundo encantado das descobertas abriga, também, solidão, incertezas e ânsia de libertação. A tradução do que acontece nesse turbilhão de sentimentos é possível de ser desvendado, em parte, pela literatura.  Através de história de Raquel e sua bolsa amarela, a autora Lygia Bojunga  nos revela o universo interior da criança em sua busca pela conquista de um espaço em sua família. Sua integração  se resolve quando ela evolui de uma forma de repressão imposta, principalmente, por seus irmãos até tornar-se vitoriosa livrando-se da censura com que eles a reprimem.
         Entre os seres imaginados por Raquel, os galos Afonso e Terrível são caracterizados pelos mesmos problemas que ela enfrenta.  Eles e outros objetos são cuidadosamente escondidos na bolsa amarela. Criando um mundo mágico onde não se sente só e depreciada, Raquel caminha para  sua auto-afirmação.
 A obra , Literatura Infantil: autoritarismo e emancipação de Regina Zilmberman e Ligia Cademartori Magalhães nos apresenta a autora  como uma das mais expressivas renovadoras do gênero.
Em  Como e Por Que ler a Literatura Infantil Brasileira, Regina Zilberman revela uma aproximação entre os livros infantis de Clarice Lispector e Lygia Bojunga Nunes em respeito a dilemas interiores.
Não foi por acaso que Lygia Bojunga Nunes foi a 1ª escritora  de literatura infanto-juvenil  latino-americana a receber a premiação internacional  Hans Christian Andersen e pelo conjunto de sua obra o Astrid Lindgren Award, premio criado pelo governo da Suécia, e como foi dito, jamais  antes outorgado a um autor de literatura infantil e juvenil.
Essa gaúcha de Pelotas, também recebeu a maior  premiação brasileira em 1973, o prêmio Jabuti.